terça-feira, 27 de setembro de 2016

Para entender nossas energias emocionais - Publicado por Fatima dos Anjos em 23 setembro 2016


De modo geral, o vício e o analfabetismo do sentir são uma via de mão dupla: um realimenta o outro numa constante permuta energética. Ao analisarmos profundamente o conceito de vício, constatamos que ele não é somente o uso de tóxicos, de álcool, de produtos farmacológicos, de nicotina, ou a prática de jogos de azar. Ele também compreende as atitudes destrutivas: as de julgar, de seduzir, de culpar, de gastar, de mentir, de martirizar-se, de exibir-se, e outras tantas.

Portanto, uma criatura que se encontra sob a dependência de quaisquer substâncias, de pessoas, de situações e de comportamentos pode ser considerada viciada. São denominados “analfabetos do sentir” todos aqueles que não sabem exprimir, por palavras, gestos ou atitudes, suas emoções, vivendo num mar de conflitos por não identificarem corretamente seus sentimentos e emoções, e torná-los distintos.

Em resumo, aquele que é inabilitado para discernir ou avaliar claramente as sensações internas, terá grande probabilidade de adquirir, mais dia, menos dia, algum tipo de vício ou, no mínimo, estará sujeito a algum tipo de vício ou no mínimo, estará sujeito a alguma dependência.

Não somos o que os outros dizem que somos, nem somos o que pensamos que somos; somos o que sentimos. Sofremos porque não vivemos de acordo com nossos sentimentos e emoções, mas porque não vivemos de acordo com nossos sentimentos e emoções, mas porque seguimos convenções fundamentadas em regras partidárias e normas sociais que discriminam características sexuais, éticas, culturais e religiosas.

A Natureza não é diplomática, ela não negocia visando a defesa dos interesses pessoais. Cada um é uma obra-prima de Deus; em vista disso, por mais que se criem leis, elas não conseguem regulamentar os seres únicos que somos. Os padrões da sociedade nunca conseguem abranger o âmago do ser, porque este foge dos parâmetros que o cercam tentando limitá-lo.

A criatura analfabeta do sentir, em princípio não tem a menor ideia de como identificar e começar a lidar com seus sentimentos e emoções. Por isso, solicitar a ela que diferencie as suas muitas emoções é como pedir a uma criança de pouco meses de idade que não seja birrenta ou chorosa. Raiva, tristeza, ansiedade, angustia, solidão, cansaço, medo, vergonha, carinho ou amor não lhe dão a impressão de ser sensações diversificadas; para ela todas se apresentam confusamente misturadas.

Nossos sentimentos e emoções são tudo o que temos para perceber a luz da vida. Não experimentá-los nem expressá-los seria o mesmo que destruirmos o elo com nosso âmago; seria vivermos em constante ilusão, distanciados do verdadeiro significado da vida. Sentimentos e emoções não são errados ou impróprios; são apenas energias emocionais, e não traços de personalidades. Não  precisamos nos culpar por experimenta-los.

Afinal, admitir medo ou raiva nos proporciona um “estado de alerta”, para que possamos nos defender de algo ou de alguém, enquanto o medo é um mediador favorável diante de “situações de risco.”

Por exemplo, sentir inveja é muito diferente do agir com base nela. Não é porque temos eventuais crises de inveja que devemos ser considerados indivíduos “maus”; sentir inveja não é o mesmo que roubar, lesar ou causar dano a alguém. Da mesma forma, quando registramos súbitas sensações de compaixão e generosidade, também não podemos ser chamados de pessoas plenamente bondosas.

Sentimentos e emoções nos guiam e nos fornecem indicações importantes para nossa vida de relação. Se não sentimos, não analisamos os pensamentos que os acompanham e não sabemos o que nossa essência está tentando nos mostrar.

Podemos identificar sentimentos e emoções em níveis diversos de intensidade, de acordo com nosso grau de evolução, conceituando cada um com nomenclaturas diversificadas. A propósito, fazem parte da mesma família do impulso da raiva: o melindre, a irritação, a mágoa, o ódio, a violência, a crueldade, bem como a bravura, o arrebatamento, o entusiasmo, a persistência, a determinação, a coragem.

Há inúmeras sensações emocionais, eis algumas nuances e variações do nosso sentir:

Tristeza + amor = saudade.

Tristeza + raiva = mágoa ou irritação.

Alegria + amor = ânimo.

Alegria + medo = ansiedade ou insegurança.

Medo + raiva = depressão ou desânimo.

Medo + tristeza = solidão.

Medo + alegria = vergonha.

Amor + medo = ciúme.

Amor + raiva = vingança.

Medo + orgulho = timidez.

Raiva + orgulho = desprezo.

Precisamos começar a desenvolver nossa própria educação do sentimento, aprendendo o que e como sentir. Tornamo-nos emocionalmente educados quando nos permitimos sentir todas as sensações energéticas que partem do nosso universo interno, livres de julgamentos precipitados e de qualquer condenação, pois os sentimentos são bússolas que nos norteiam os caminhos da vida.

Assim como o vício e o analfabetismo do sentir andam de mãos dadas, da mesma forma se potencializam mutualmente a sanidade mental e a educação emocional. Para que possamos adquirir um coração apaziguado e uma mente tranquila, devemos aprimorar nossa leitura interna, compreendendo o que os sentimentos querem nos dizer e utilizando-os apropriadamente para cada fato ou situação, devemos aprender a escutá-los adequadamente.

Olhamos e admiramos o Universo a um só tempo com nossas percepções interiores. O valor real de um sentimento ou emoção pode ser aferido pela constância, determinação e hábito que revelamos para interpretá-los.

 Hammed
por: Fatima dos Anjos
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

SINAIS - VOCÊ ESTÁ ESCUTANDO O UNIVERSO?


Posted: 17 Sep 2016 04:23 PM PDT


Pode ser totalmente imperceptível, ou mesmo se você notar isso, é fácil desacreditar, considerando como apenas uma coincidência. No entanto, O Universo não deixa você e sua teimosia murcharem. Ignore os primeiros sinais, e O Universo irá persistir e trazer mais do óbvio. Pode vir na forma de sintomas físicos, ou ocorrências que o empurrarão para fora de sua zona de conforto.

Preste atenção quando você notar qualquer um desses:

• As ocorrências que você pode até chamar coincidência, exceto que o momento é perfeito demais.

• Sonhos que oferecem mensagens ou sugestões.

• Livros (ou posts) que falam diretamente sobre onde você está em sua vida.

• Os sintomas físicos que sinalizam algo mais profundo (como dor nas costas quando você está carregando o peso do mundo em suas costas). Consulte Louise Hay (há livros com pdf livre)

• Obstáculos em seu caminho atual. Se algo parece muito mais difícil do que deveria, pode ser um sinal de que você deveria tomar uma bifurcação na estrada. Quando você está ouvindo o seu chamado e no fluxo, as coisas acontecem sem esforço.

• Mensagens que surgem durante a meditação.

• Sentimentos ou instintos você não pode ignorar.

• Algo que alguém diz que atravessa/atinge o seu âmago.

• Um senso de conhecimento interior de que algo é verdadeiro, mesmo que ele seja percebido completamente como loucura, implausível, ou inatingível.

• Letras das músicas que aparecem repetidas vezes.

• As respostas às orações que direcionam seu caminho.

• As pessoas que você atrai que compartilham do seu propósito e guiam o caminho ou compartilham o percurso com você.

O Universo nem sempre fala claramente. Às vezes, está de forma truncada, não necessariamente porque O Universo não sabe como entregar mensagens claras, mas o mais provável é porque você escuta apenas pela metade.

Você poderia dizer que, quando O Universo está tentando se comunicar dão-se estranhas coincidências, acasos felizes afluem, livros caem abertos como que por acidente, sonhos aparecem. Eles estão confundindo. Eles não respondem diretamente as perguntas.

Você ainda tem uma escolha, não importa o que O Universo diz ou faz. Você pode sentir um "tapa na cara" com as respostas, ser afrontado, e ainda decidir não ouvir. 

Livre Arbítrio é uma coisa engraçada quando se trata de orientação espiritual. Mas não temos que seguir a Guiança. Podemos aceitar ao observar os sinais, ou ignorá-los.

* Você poderia pedir orientação, direcionando sua pergunta para que somente vozes de espíritos luminosos falem sobre estas decisões importantes, e quaisquer energias negativas que não querem o seu bem, sejam afastadas.

Se puder, vá para a natureza, procure um lugar seguro, como um “casulo” energético à sua volta para sentir a vibração de uma conexão, um pulsar,uma sensação diferente...

Às vezes isso nem sempre acontece. Você pode sentir-se totalmente desconectado, como se a voz Espírito estivesse muda, ou você surdo. Então, quando aquela voz “acende” de forma confiável, continue a perguntar.
E faça perguntas:

- "Se houver qualquer ação que eu deveria tomar, por favor, deixe-me saber."

- "Se eu tenho que fazer [diga sobre o que você está confuso], por favor, envie-me um sinal."

- "Por favor, use os meus sonhos para entregar quaisquer mensagens que Você deseja que eu receba."

Demonstre gratidão após ouvir.

Não se esqueça de que o Universo parece mais suscetível a guiá-lo se você tem realmente suficiente coragem para seguir a orientação.


Autor: Lissa Rankin
Tradução: Vilma Capuano
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ESTUDANDO A MENTE HUMANA-Até que ponto, a mente humana é resultado das nossas vivências ou da influência do nosso cérebro? Parte 1



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Prólogo
Os filósofos gregos e pensadores ocuparam papéis importantíssimos no estudo da psicologia, tentando entender a mente humana. Sócrates com sua teoria do questionamento lógico, Platão discípulo de Sócrates procurava uma explicação racional do mundo. Aristóteles aluno de Platão acreditava que as idéias e a alma eram imortais.A percepção definida no estruturalismo e desenvolvida pela mente humana é de grande relevância, pois explica a capacidade de selecionar, organizar, e interpretar todas as sensações sentidas e levadas ao cérebro. A mesma é o que faz o ser humano na condição de animal ser mais medroso que os outros, por sua capacidade de prever quais serão as conseqüências no futuro daquilo que eles temem, e pelo fato da parte emocional falar mais rápidamente do que a parte racional. Enquanto os outros animais só adquirem medo naquele dado instante, pois eles não possuem a capacidade de antecipação.Nos últimos mil anos, a humanidade apresentou mais evoluções do que se comparada a outros períodos históricos maiores. A cada dia que passa, novas descobertas fazem com que o ser humano explore ainda mais os limites da memória, da inteligência e da atenção.Entretanto, o que talvez não tenhamos percebido, é que os limites impostos pela mente humana podem ser uma espécie de mecanismo de defesa para o nosso organismo. Assim, estimular contínuamente o cérebro até um ponto acima do esperado pode fazer com que, em algum momento, a humanidade encontre um limite fatal.
Essa é a tese defendida por um novo trabalho publicado no Current Directions in Psychological Science, jornal da Association for Psychological Science. Os autores são Thomas Hills, da Universidade de Warwick, e Ralph Hertwig, da Universidade de Basel.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o desenvolvimento do ser humano ao longo dos anos. Se seguíssemos uma escala progressiva contínua, em tese já deveríamos estar mais avançados em muitos outros campos do conhecimento e no desenvolvimento de nossas habilidades.Contudo, é possível que talvez nunca cheguemos a atingir a capacidade plena do cérebro justamente porque isso seria prejudicial ao nosso sistema nervoso. A dupla toma como exemplo o funcionamento do cérebro de algumas pessoas superdotadas. Índices elevadíssimos de QI podem estar ligados a doenças no sistema nervoso.“Além disso, o uso de drogas estimulantes, como cafeína e Ritalina, pode trazer consequências nocivas para organismo”, explica Hills. Como resultado desse processo, problemas como insônia, stress e hiperatividade passam a ser muito mais prováveis.
Resultado de imagem para imagens sobre a mente humanaA mente humana é um dos maiores desafios para as ciências e para o pensamento filosófico da nossa época. Já deveríamos saber tudo o que há para saber sobre esse assunto pela simples razão de que somos esse assunto. Porém, parece que nunca sabemos o suficiente sobre o que nos faz sentir e pensar. Como todos os grandes desafios do conhecimento, convém passar por alto o fato desencorajador de  grandes nomes do passado já  terem se ocupado deste tema. No que diz respeito à compreensão do papel da mente humana no universo, somos todos aprendizes. É necessário, pois, olhar com otimismo para esta área do mundo e da vida.

A idéia deste tema surgiu do fato de muitas pessoas não saberem o que é a mente e/ou pensarem que ela é o mesmo que o cérebro. A verdade é que cérebro e mente são duas realidades distintas. O cérebro é, sem dúvida, algo verdadeiramente importante em todos os seres vivos que o possuem. Então, e a mente? Qual é o seu papel? A verdade é que, comparado com o que se sabe sobre o cérebro, o conhecimento da mente é ainda muito reduzido. Muitas vezes, aplicamos a palavra “mente” sem nos apercebermos disso. Será que estamos  utilizando-a corretamente? Se não, afinal o que é a mente? Como se relaciona com o cérebro? Será a mente o resultado do nosso cérebro?

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“Embora sejamos todos feitos a partir de um padrão estabelecido, somos completamente diferentes uns dos outros. Há centenas de coisas que te fazem ser diferente de todas as outras pessoas, desde o seu gosto musical e o seu sentido de humor ao som da sua voz e à forma do seu rosto. E como voce se  torna único? Uma parte da resposta está nos seus genes. Os seus pais teriam de ter mais 1 000 000 000 000 000 de bebês para terem a hipótese de ter outro filho com os mesmos genes que voce. Outra parte da resposta está nas experiências que moldam a sua personalidade enquanto voce cresce.”(Robert Winston, 2004)

Cada ser humano é único. Somos todos diferentes. Podemos até ser parecidos fisiológicamente ou psicológicamente com alguém, mas somos totalmente diferentes.Cada um passa por situações únicas, cada um interpreta à sua maneira as suas vivências. Não somos e não podemos ser iguais a outra pessoa. A nossa biologia não nos permite ser iguais a outra pessoa, pois nós, seres humanos, não nascemos humanos.Genética e cérebro preparam o Homem para funções mentais e comportamentos superiores. Contudo, esta disponibilidade inata não é mais do que uma potencialidade para tornar-se humano. Isto significa que nascer Homem não é condição única e suficiente para nos tornarmos humanos. O que nos torna reconhecidamente humanos depende de muito mais do que dessa herança genética e biológica. É fundamental ter em conta as dimensões social e cultural para que possamos compreender os seres humanos e a forma como se comportam. O ser humano distingue-se dos outros animais pela sua capacidade de se adaptar ao meio, transformando-o e reinventando-o através da cultura.

Resultado de imagem para imagens sobre a mente humanaSe analisarmos casos de crianças selvagens constatamos que a ausência de interações com outros seres humanos impediu o desenvolvimento das competências linguísticas, cognitivas, afetivas, sociais e culturais. As suas características mostram-nos como dependemos de outros, do contacto físico e socio-cultural com eles, para nos tornarmos os seres humanos que somos, pois quando nascemos só possuímos uma probabilidade de desenvolvermos as características humanas, o que só acontece se tivermos contato com um meio social e cultural humanizado.
A hereditariedade e o meio ambiente controlam o desenvolvimento mental.
O desenvolvimento mental ocorre através de uma interação complexa entre aptidões herdadas e influências externas. Os nossos genes regulam as células nervosas do cérebro para criar milhões de ligações. Mas, as nossas influências externas também influenciam essas ligações.No entanto, não se pode, ou pelo menos ainda não, afirmar com toda a certeza de que a mente seja resultado mais de uma coisa ou de outra. Ainda pouco se sabe acerca da mente e do cérebro, comparado com a sua complexidade, o que dificulta muito o estabelecimento de conclusões que não se pode garantir como certas, porque todos os dias são descobertas novas informações e todos os dias são revistas e reformuladas teorias e conhecimentos.
Será que algum dia vamos saber tudo sobre o cérebro e sobre a mente?
Esta é uma questão que nos assola muitas vezes, mas nós pensamos que será muito difícil acontecer isso alguma vez. Se calhar nunca iremos saber tudo acerca do cérebro e da mente, porque a nossa capacidade de investigação é ínfima comparada com a infinitude de pormenores e potencialidades que ambos têm.
Cérebro e Mente não são a mesma coisa, no entanto, apresentam uma relação de interdependência.
Cérebro e Mente são duas realidades distintas, enquanto o cérebro é condição da mente, a mente não é necessáriamente condição do cérebro.O cérebro é uma estrutura física, é o suporte material da mente. A mente é algo imaterial, não se vê, é um sistema integrador de processos interdependentes e dinâmicos, processos cognitivos, emocionais e conativos.
A mente e o cérebro condicionam-se mútuamente.
A mente deve a sua existência ao cérebro. É o cérebro que nós temos, o tipo de cérebro, que vai influenciar aquilo que a nossa mente é.A forma como o cérebro  vai se desenvolvendo ao longo da nossa vida é influenciada pelo meio em que estamos inseridos, pelas experiências que experimentamos, mas também pelo fato de exercermos a nossa mente.
Cérebro e mente estão assim inter-relacionados, um influencia o outro de forma mútua.
Apesar da grande importância que o cérebro tem para a construção da nossa mente, ele não pode ser visto como o único construtor da mente. Como em todas as construções é necessário haver vários intervenientes, que especializados cada um em sua área, dão origem no final a uma única e coesa construção. A mente é assim construída não só pelo cérebro e por fatores biológicos, como também, como já referimos inúmeras vezes, por fatores extrínsecos a nós. A mente também é resultado das nossas vivências, da nossa experiência diária com o mundo que nos envolve e nos absorve cada vez mais com as tendências do hoje e não do ontem, com as “modas” que criam padrões estabelecidos como normas da sociedade, com o materialismo que tira o lugar ao essencial da vida, à espiritualidade que escapa todos os dias, olhando só para nós e não para os outros.
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Porém, a sociedade de hoje em dia, as mudanças comportamentais que foram ocorrendo ao longo dos anos, são resultado também da mente.A mente é um sistema de construção do mundo, pois é a mente que nos faz pensar e nos dá a nossa identidade.É necessário termos presente que é imprescindível estabelecermos uma relação estreita entre processos mentais (privados), comportamento (sua manifestação pública) e estruturas neurais (suporte material).




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O poder desta triangulação é soberbo e evidente, pois não podemos dissociar nenhum dos componentes dos outros, está tudo inter-relacionado.Ao longo da história , houve vários investigadores que deram mais ênfase ao componente biológico do ser humano e outros que sobrevalorizaram a dimensão social, cultural. Atualmente, resiste-se a qualquer atitude redutora que relegue a mente para qualquer um dos campos.


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CONCLUSÃO

A mente humana não é uma “faculdade” isolada , mas uma “atividade” complexa, caracterizada por sua estrutura sistêmica, natureza mediada e origem histórico-social. Sua estrutura sistêmica constitui-se de um conjunto dinâmico de componentes psicológicos (volitivos, cognitivos, afetivos) e regiões cerebrais interconexas, cada uma contribuindo com operações básicas para a realização da atividade como um todo. Seu caráter mediado (semântico) decorre do fato de que as ações materiais do homem são precedidas e acompanhadas por ações mentais, ou seja, por representações simbólicas das coisas, projetos e programas. E em sua origem, a atividade mental é uma reconstrução interna (“virtual”) de operações externas com as coisas e com as pessoas, mediadas por instrumentos e signos, principalmente os da linguagem. Do uso argumentativo destes últimos nasce a capacidade de reflexão e julgamento. Por tudo o que acabamos de expôr,somos forçados a dizer que não podemos atribuir uma maior importância á um dos fatores de construção da mente humana. “Até que ponto, a mente humana é resultado das nossas vivências ou da influência do nosso cérebro?” Essa é uma questão que provávelmente continuará a suscitar dúvidas durante muitos anos ou então a nossa mente é mesmo um resultado equivalente quer de componentes biológicos, quer de componentes sociais e não há mais nada a saber em relação a isso.Vamos investigar nesta série que começamos para descortinar os mistérios e as dúvidas que envolvem esse assunto tão fundamental e fascinante.
CONTINUA….
Mônica F De Jardin
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  QUE SERÃO UTILIZADAS NO NOSSO TRABALHO/SÉRIE SOBRE A MENTE HUMANA
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11. Marx K. & Engels F. A ideologia alemã. Lisboa, Editorial Presença, 1846/1976.
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Divulgação: A Luz é Invencível
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